Partindo da finalística, é possível observar a falta de abertura que reside nesta perspectiva. Segundo a finalística, independentemente do comando ou caminho tomado, o resultado permanece inalterável, evidenciando a falta de liberdade e repercussões subjetivas. De forma semelhante, a causalística determina que as consequências se dão de forma naturalística seguindo os fatores que as provocam. Em contrapartida de tais panoramas, a programática prega o acaso e a imprevisibilidade das ações, se abrindo para a liberdade e a individualidade dos percursos. Dessa forma, é possível traçar um paralelo desta última categoria com os espaços que permitem e priorizam o indivíduo enquanto agente de transformação.
Com o crescimento exponencial da tecnologia desenvolvida na inteligência artificial, questionamentos éticos surgem juntamente aos avanços construídos. Através das atividades realizadas, foi possível notar como a IA trabalha a partir de um banco de dados limitado e generalista. As imagens produzidas, em geral, sofreram distorções e deformidades, o que pode ser interpretado tanto quanto uma "concepção artística", como uma deficiência na leitura da realidade. Por se tratar de operações realizadas por uma máquina, não é possível esperar senso moral ou crítico na elaboração das imagens, o que acaba por acarretar produções frequentemente preconceituosas ou antiéticas. Ao avaliar a IA, entramos também no debate sobre a capacidade criativa da máquina. Uma vez que a IA se utiliza somente de informações já recebidas (as quais serão organizadas e apresentadas, a inteligência se consolida como do indivíduo que comanda a ferramenta. Dessa forma, pode-se concluir que a IA pode sim auxilia...
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